TURISMO FORA DA CAIXINHA






A expressão "pensar fora da caixa" tem sua origem em um clichê do idioma inglês: " think out side the box ". Pensar fora da caixa é pensar em uma solução criativa para uma situação dada, é para ver o que ninguém viu e que estava ante os olhos de todos.

Esta "caixa" pode representar os limites do pensamento criativo, uma barreira que impede a originalidade e a criatividade. Embora seja um clichê, "pensar fora da caixa" é uma das habilidades mais importantes para a nova geração do turismo: o turismo criativo; não é nada mais que buscar inovações e soluções diferentes aos velhos problemas dos destinos turísticos. Significa a saída do lugar comum, do obvio e do estar aberto a provar novas alternativas e, de certa forma, fugir totalmente do convencional. O conceito de turismo criativo vai por este caminho.

Muitos profissionais do turismo têm herdado de seus predecessores crenças, ideias e costumes arcaicos e conservadores, lineais, o que realmente limitam o avanço de sua empresa e os põem em risco no mercado real. Por isso, pensar fora da caixa não deve ser visto como uma moda, mas uma necessidade para a supervisão e a evolução do setor.

A pergunta agora é: como fazer? Como pensar fora da caixa? Não é propósito aqui traçar uma receita ou os passos para seguir a desconstrução dos conceitos e a construção de outros, inclusive porque se assim o fizéssemos, estaríamos negando o processo criativo e inovador de cada um; quem sai da caixa seguindo receitas, vai diretamente para dentro de outra caixa!

Muitos autores escreveram sobre este tema, e todos estão de acordo de que não é uma tarefa fácil, sobretudo porque pensar fora da caixa não é pensar fora do contexto. O profissional de turismo que queira inovar e ser criativo, pensando "fora da caixa", deve ter claridade sobre suas vidas e as condições de trabalho, não se deixando explorar e não explorando, ou continuar em um lugar que não está alinhado com o que ele crê. Deve olhar criticamente sua profissão e conhecer profundamente os destinos turísticos, as pessoas e as culturas nas quais deseja investir.

O empresário Marcus Marques, escreve em um de seus artigos, que uma forma de não ser capaz de pensar fora da caixa é centralizar-se especificamente em seu projeto e esquecer de todo ao seu redor. E necessário um olhar crítico para as outras áreas do conhecimento de outros projetos diferentes, mas com problemas similares.

E necessário encontrar esse "algo mais" que encanta e fidelizar os clientes turistas, e isso as vezes significa sair de sua zona de conforto, de sua caixa e ser mais aberto, criativo, propor novas soluções.

Pensando fora da caixa, estaremos olhando o problema desde fora e podemos oferecer melhores soluções a ele. O que é importante aqui, é fazer as perguntas corretas para encontrar respostas viáveis: - Quem pode ajudar a solucionar o problema? O que podemos fazer com o que temos? O que vamos necessitar (recursos, tempo, profissional) para resolver o dilema?

Outra sugestão   importante dada pelos peritos é que quando estamos buscando soluções inovadoras e criativas para uma dada situação, o ideal é buscar conhecer diferentes pessoas e destinos; a tendência geral que seguimos, é relacionar-se sempre com pessoas que pensam como nós, que tem hábitos semelhantes, comportamentos, ideias e costumes; que frequentam os mesmos lugares e se encantam com as mesmas coisas que nós. Este intercâmbio de experiências e pontos de vista é sempre muito rico e abre a mente para outras oportunidades.

Recorte do artigo "Turismo Criativo: pensar fora da caixa" Setimo Congresso Internacional de Turismo - Queretaro - Mexico

 ,

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog